Curso de Palhaçaria capacita voluntários para atuação Hospitalar em Francisco Beltrão
Na tarde de sábado, dia 28 de fevereiro, e no domingo, 1º de março, na sede da AFM, foi realizado o curso de palhaçaria com o objetivo de ensinar a arte e a responsabilidade de ser palhaço, especialmente voltado para a atuação em ambientes hospitalares em Francisco Beltrão. A proposta é formar profissionais preparados para realizar visitas aos hospitais da cidade, levando acolhimento, leveza e alegria aos pacientes internados.
O curso foi ministrado por Alexandre Penha, conhecido artisticamente como “Dr. Cajuino Castanha”, professor da Escola de Palhaço de Maringá. Com 23 anos de experiência na profissão, ele já formou mais de 6 mil alunos e percorreu mais de 60 países ministrando cursos de palhaçaria e participando de projetos humanitários em orfanatos e comunidades de diferentes culturas, incluindo cristãs, muçulmanas e ortodoxas.
Participaram do curso membros do Projeto Semeando Sorrisos e companheiros do Rotary Club de Francisco Beltrão Industrial, que buscam constante capacitação para ampliar o alcance das ações de humanização e solidariedade desenvolvidas na comunidade.
Durante a formação, os participantes aprenderam que ser palhaço vai muito além de vestir um figurino. O método trabalhado é o do nariz vermelho, que se trata da identidade do palhaço — a menor e mais importante máscara do mundo, símbolo da verdade, da simplicidade e da conexão com o público.
Com a conclusão da formação, o professor realiza o “batizado” do personagem, momento em que cada participante recebe e assume um nome artístico, marcando oficialmente o nascimento do seu palhaço.
Outro ensinamento destacado por “Dr. Cajuino Castanha” é que, para o palhaço, não existe o “sim” ou o “não” como barreira: o que vale é a tentativa. A essência da palhaçaria está na coragem de tentar, errar, reinventar e transformar cada situação em oportunidade de conexão e sorriso.
A palhaçaria é uma arte com regras, que envolve técnica, sensibilidade e preparo emocional. É um jogo entre razão e imaginação, entre a realidade dada e a realidade construída. Transformar situações simples em personagens e momentos de leveza exige habilidade, criatividade e respeito ao ambiente, especialmente quando se trata de hospitais.
O curso também destacou a importância do tempo certo, da postura, do comportamento e da observação atenta do paciente. Levar o bom humor a quem enfrenta momentos difíceis é uma missão que requer empatia, ética e responsabilidade.
A iniciativa reforça o poder transformador da arte como instrumento de humanização, mostrando que o sorriso pode ser um grande aliado no processo de cuidado e recuperação.
"Unidos para fazer o Bem"
Postado em 01 de Março de 2026 por Rotary Club de Francisco Beltrão-Industrial